COMO É FEITA

EMBOLIZAÇÃO DAS ARTÉRIAS DA PRÓSTATA

PASSO A PASSO DO PROCEDIMENTO

A uretra é comprimida
pelo crescimento benigno da próstata,
dificultando a
saída da urina..

Sob anestesia local,
um cateter é introduzido na artéria femoral,
pela virilha.
Com o auxílio de imagens
radiológicas de alta
resolução, um minúsculo
fio-guia (igual ao fio de cabelo) viaja junto com
um cateter pelos vasos
sanguíneos até chegar
na próstata.

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Com a redução do
aporte de sangue, a
próstata fica menos
endurecida e diminui
de tamanho em torno de
30-40%. Assim, a urina
volta a passar com maior
facilidade pela uretra.

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Ao atingir o local
(centro da próstata que
está comprimindo a
uretra), milhões de
microesferas de
resina acrílica são
injetadas por meio do cateter. Elas fecham os
vasos somente na região
onde a HPB se
desenvolveu, impedindo
que o sangue circule
por ali.

ASSISTA O VÍDEO EXPLICATIVO

QUAIS SÃO OS RESULTADOS?

Os resultados dos nossos estudos tem sido apresentados em diversos congressos internacionais e nacionais de urologia e de radiologia intervencionista. Recentemente, nosso grupo passou a ser reconhecido como referência mundial nesta técnica e começou a treinar médicos de diversos países, que tem participado em estudos de colaboração neste tema.


Assim, a técnica vem ganhando a credibilidade necessária e consagrando-se como mais uma alternativa de tratamento aos pacientes com dificuldades urinárias decorrentes da HPB.

 

No primeiro estudo publicado, iniciado em junho de 2008, foram tratados onze pacientes portadores de retenção urinária (estavam com sonda) devido à HPB. Eles estavam em lista de espera para realizar a Ressecção Transuretral da Próstata (RTU ou "raspagem" da próstata por dentro do canal), entretanto, as cirurgias estavam sendo postergadas porque estes pacientes tinham outros problemas de saúde e alto risco para a cirurgia. A EAP foi então indicada por ser um procedimento menos invasivo que a RTU. Antes da EAP, os pacientes foram avaliados pelo urologista , e realizaram exames de sangue gerais pré-operatórios (incluindo o antígeno específico da próstata - PSA), exame de urina, urofluxometria, ultrassonografia e ressonância magnética da próstata (solicitada para afastar a possibilidade de câncer de próstata).

 

Após o tratamento, observou-se um resultado muito satisfatório (91% de sucesso clínico), e redução de aproximadamente 30% do tamanho da próstata. Dez pacientes voltaram a urinar espontaneamente nos dias seguintes ao procedimento e a sonda pôde ser retirada em período médio de 12 dias após a embolização).
Após a confirmação do sucesso da EAP em pacientes que usavam sonda vesical, decidiu-se tratar os pacientes que tinham sintomas de dificuldades para urinar por causa da HPB e não usavam sonda. Observou-se a mesma taxa de sucesso e, até o momento, já foram tratados mais de 500 pacientes pelo nosso grupo. Deve-se ressaltar que a avaliação pelo urologista é indispensável para a realização deste procedimento.

 

Em 2014 o CFM (Conselho Federal de Medicina) deu parecer favorável à técnica e, em 2016, emitiu resolução aprovando definitivamente a EAP, podendo ser feita em todo o Brasil, após treinamento médico específico. Em 2017 o FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos aprovou as microesferas para embolização de próstata em pacientes com HPB. A seguir, outras empresas conseguiram a aprovação pelo FDA de diferentes agentes embolizantes para a EAP.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA HPB?

Para fazer o diagnóstico, cabe ao urologista confirmar o aumento do volume da próstata assim como a presença de nódulos, além de verificar a  presença de sintomas urinários. Além disso, o exame de PSA deve ser realizado para ajudar a descartar a presença de câncer da próstata. Nos pacientes sintomáticos, exames complementares como ultrassonografia e urofluxometria são necessários, pois ajudam a avaliar a repercussão da obstrução prostática sobre o trato urinário (bexiga, ureteres e rins).

Em alguns casos, os pacientes candidatos à embolização da próstata podem ser submetidos a avaliação
adicional pela ressonância magnética, pois trata-se de estudo diagnóstico muito mais detalhado que a ultrassonografia.

 

Quando a glândula mede até 90 gramas, o tratamento cirúrgico tradicional é a RTU por eletrocautério ou laser.
As próstatas com volume maior que 90 gramas podem ser tratadas por meio da prostatectomia aberta (retirada do “miolo” da  próstata por meio de uma incisão semelhante à usada na cesariana) ou HoLEP (laser).

VEJA COM É FEITA A EMBOLIZAÇÃO DAS ARTÉRIAS DA PRÓSTATA

HISTÓRIA - COMO TUDO COMEÇOU

A história da técnica de Embolização das Artérias da Próstata (EAP) começou em 2007 na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, quando participei, juntamente com médicos daquela universidade, de um estudo experimental que tinha como objetivo avaliar a viabilidade, eficácia e segurança da EAP em cachorros com próstatas aumentadas. Queríamos saber se as próstatas dos animais iriam reduzir de tamanho após serem obstruídas com a técnica da embolização. Os resultados do estudo foram muito satisfatórios, comprovando a diminuição da próstata, sem complicações graves e foram apresentados no Congresso Americano de Radiologia Intervencionista em Washington DC em março de 2008.

 

2007

Foi então que, em junho de 2008, já no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, demos início
ao tratamento de pacientes com obstrução urinária (em uso de sonda vesical) em decorrência da hiperplasia prostática benigna (HPB). O estudo foi coordenado pelo Dr. Francisco César Carnevale e pelo o urologista Dr. Alberto Azoubel Antunes, demonstrando o pioneirismo mundial da nossa equipe.

 

 

2008

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PAISES QUE

USAM ESSA

TÉCNICA

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CASOS FEITOS

ATÉ HOJE

PARTICIPAÇÃO EM CONGRESSOS

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ARTIGOS PUBLICADOS

CONTATO

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